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Tópicos - qyron

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Geral / Número de Identificação de carroçaria
« em: 12 de Junho de 2012, 21:37 »
Normalmente, onde são identificados os Datsun? E quantas marcações são feitas?

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Eventos de outros clubes / O (verdadeiro) futuro dos clássicos Datsun?
« em: 16 de Dezembro de 2011, 10:06 »
Alguns talvez já tenham ouvido falar do White Zombie e aquilo que ele é e representa. Muitos não gostarão, outros ficarão cépticos mas ninguém pode olhar para o lado e dizer que aquilo não é o espírito dos Datsun: Nunca desistir. Vencer ou morrer. Evoluir. Estar sempre um passo à frente.

Este carro traz, na minha opinião, uma alternativa para dar uma nova vida aos clássicos e ajudá-los a voltar a reclamar as estradas, que são deles por direito. Directamente dos anos 70 para o século XXI!

Electric Car Drag Racing | Oregon Field Guide | OPB

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Finalmente, após uma luta de vários meses, a minha carrinha chegou ao lugar onde - espero - vai renascer, após um processo que se adivinha longo, penoso e muito trabalhoso.

Não vou repetir aquilo que já foi dito na minha apresentação (ver aqui), por isso vou aproveitar esta abertura de tópico para falar um pouco sobre a própria carrinha e aquilo que ela fez sentir a mim e à minha companheira, no dia em que a conhecemos e no dia em que já debaixo da nossa asa nos sentámos nela e começámos a preparar o seu renascimento.

A carrinha esteve parada cerca de 4 anos debaixo de uma árvore e encostada a um morro de terra, pelo que no dia em que a fomos conhecer olhar para ela foi como olhar para um cadáver: estava morta, vazia, despida de dignidade. Era um objecto vulgar que tinha ultrapassado a sua utilidade para o seu dono e que agora o deixava (e deixava-se) desfazer esquecida a um canto.

Não gostei do que vi. Não gostámos, pois éramos dois a olhar. Não decidimos logo. Disse-se que se ía pensar. Mas no momento que nos preparávamos para virar costas e muito provavelmente nunca mais lhe pôr a vista em cima houve algo que me fez olhar para trás. E vi uma faísca, um brilho, um desejo de vida reluzir por um momento naquela carcaça moribunda. Disse naquele mesmo momento que era minha. Apertaram-se mãos e chegou-se a acordo.

Demorou 6 longos meses para aquela carrinha chegar a casa, tempo em que tudo o que podia ter corrido mal correu. Perdi o meu avô materno. Fui pai. Envelheci anos em dias e ganhei uma nova vida quando conheci a nova vida que ajudei a pôr no mundo.
Entretanto tive de lidar com as suspeitas de um proprietário que desconfiava de uma proposta sincera e que me dizia que preferia mandar o carro para a sucata do que entregá-lo sob condições que não fossem as dele. Foi um braço de ferro. Joguei sujo quando tive de o fazer e virei o jogo nas alturas certas e até nas erradas, para não perder aquele sonho. No final, ganhei.

Finalmente, no dia 9 de Novembro, Terça-feira, fomos buscá-la. Tive de a desatolar de um lodaçal barrento onde ficava preso até aos tornozelos. Foi arrastada e empurrada, à força e à bruta, para fora daquela sepultura prematura e não se lhe ouviu um queixume, ao contrário do reboque que gemeu e bufou do esforço e debaixo da carga que recebeu. Achei justo. Choviam canivetes quando subiu para o reboque e na minha mão caiu a declaração de compra e venda. Era minha finalmente. Depois de uma viagem curta, debaixo de uma chuva intensa, que martelava os vidros dos carros, chegou à oficina de cara lavada, com muito do lixo que a cobria tendo ficado para trás.

Três dias depois, voltei a ir vê-la. Conhecê-la, por dentro e por fora. Ver as surpresas que me aguardavam, boas e más. Não encontrei o mesmo carro. Já não era o cadáver que me aguardava. Encontrei um carro sujo e cansado, severamente mal tratado, mas com um desejo de viver a pulsar nele, a olhar para a estrada que se estende a poucos metros de distância e a desejá-la.

Abri a porta do condutor e sentei-me no banco rasgado e velho. Toquei no volante baço e ressequido e passei os dedos pelo tabliê rachado e empoeirado. E senti força. Senti o respirar de uma fera que jaz adormecida e que abre um olho para nos encarar, para avisar que dorme mas vigia. Que espera.

É chegada altura de devolver a velha fera à estrada.


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Apresentação dos membros / Apresentação
« em: 08 de Novembro de 2010, 17:15 »
Olá a todos os membros do Fórum A.J.A.

É com muito prazer que (finalmente) faço aqui a minha (nossa) apresentação, após quase um ano a acompanhar imensos tópicos e projectos como visitante, porque apesar de ir aqui falar - entenda-se escrever - no singular, o Fórum A.J.A ganha hoje mais dois aficionados da engenharia automóvel japonesa clássica: eu e a minha companheira.

Somos o Pedro e a Sónia, residentes no belo distrito da Guarda, mais propriamente no conselho de Gouveia. e somos os felizes e orgulhosos proprietários de um Datsun 120Y Van M de 1977 (com matrícula de 1978), que pretendemos reparar, restaurar e reconstruir para simultaneamente nosso "brinquedo" e nosso carro do dia a dia, pois além da paixão dos carros somos também pais e grandes aficionados de cães, tendo em casa um Cão de Fila de São Miguel e uma bebé para levar para todo o lado connosco, e quando chegou a altura da escolha de um carro familiar, só chegámos a uma conclusão: Datsun!

Ambos os nossos pais tiveram carros japoneses - o meu pai conduziu uma carrinha Corolla Starlet durante 2 anos e o pai da minha companheira teve um Datsun 1200 Deluxe durante alguns anitos - pelo que o bichinho dos japoneses vem quase do berço. Além disto, ambos gostamos muito de conduzir e tendo aprendido e "crescido" como condutores em carros mais mecânicos - eu ainda conduzo o meu FIAT UNO de 1993 e ela só com muita tristeza se desfez do seu Opel Corsa de 1986 há alguns anos (que foi substituído por um Toyota Corolla de 1991) por já estar a chegar a um ponto em que era perigoso de conduzir - os carros mais recentes e modernos são-nos desinteressantes. Escolher assim um carro da velha guarda foi _quase_ uma opção óbvia para nós.

A carrinha vem finalmente para as nossas mãos amanhã, após um longo e penoso processo de quase 6 meses, em que tudo o que podia ter corrido mal correu. Ficam prometidas fotos da recolha amanhã.

Cordialmente,

Pedro e Sónia


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