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Tópicos - rpm

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Geral / A realidade dos restauros (série TV inglesa)
« em: 08 de Agosto de 2013, 14:59 »
WreckRescue S01E01


Esta série está na minha opinião muito boa (vejam no Youtube o resto dos episódios). Revi-me imensas vezes naquilo que era retratado, parecia um espelho. Desde o entusiasmo inicial, às divisões da casa transformadas em armazém, o deslize orçamental, a dificuldade em encontrar as peças certas, a desmotivação, o jurar "para nunca mais", a vontade de desistir, a insatisfação com os defeitos... Espero no final também saborear a satisfação com o resultado que ficou patente no programa.

De qualquer forma um grande "abre olhos"!



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Geral / Objectivos e viaturas objecto do AJA
« em: 08 de Julho de 2013, 23:21 »
 1. Objectivos do AJA
Os Amigos dos Japoneses Antigos (AJA) têm como objectivo promover e preservar o património histórico de veículos antigos de construtores Japoneses em Portugal.

2. Viaturas objecto do AJA
2.1 Idade
O foco do AJA são as viaturas automóveis de turismo e comerciais fabricadas até 1984. O ano de 1984 é encarado como um ano de viragem tecnológica que separa as viaturas de colecção das viaturas modernas.

São excepção a este limite de idade viaturas de carácter desportivo ou de luxo, por representarem aquilo que de melhor os construtores sabem fazer.

Serão ainda consideradas a título excepcional viaturas ditas "pré-clássicas" a partir dos 20 anos de idade, se em estado absolutamente original e com planos de manutenção futura.

2.2 Originalidade
O AJA apoia a máxima originalidade das viaturas, com vista à dignificação e reconhecimento dos Japoneses no mundo dos automóveis antigos.

Num segundo plano e por fazerem parte do nosso património histórico, são ainda alvo do AJA as viaturas de competição de época e viaturas preparadas à posteriori mas no espírito da época e respeitando a origem Japonesa das mesmas.

2.3 Motociclos
Os veículos motorizados de 2 rodas são também aceites, devendo respeitar as mesmas regras que os veículos de 4 rodas.

2.4 Viaturas não enquadradas
Como se depreende dos pontos anteriores, viaturas modificadas ao gosto do proprietário sem considerar a origem Japonesa e viaturas demasiado recentes não se enquadram no âmbito do AJA.

2.5 Em caso de dúvida
Caso tenha alguma dúvida sobre o enquadramento do seu veículo não hesite em contactar-nos através do email ajateam@amigosjaponesesantigos.pt. Para além disso, lembre-se que não é de todo obrigatório ter um carro Japonês antigo para fazer parte do clube. Basta ter o gosto que o carro há de surgir mais tarde ou mais cedo.

3. O que o AJA não é:
- Um meio para o comércio de peças ou viaturas;
- Um clube de carros modificados;
- Um clube onde cada um segue as suas ideias (i.e. a orientação do clube tem de ser respeitada).

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Honda to Participate in the FIA Formula One World Championship

05/16/2013 - TOKYO, Japan

Honda Motor Co., Ltd. today announced its decision to participate in the FIA Formula One (F1) World Championship from the 2015 season under a joint project with McLaren, the UK-based F1 corporation.

Honda will be in charge of the development, manufacture and supply of the power unit, including the engine and energy recovery system, while McLaren will be in charge of the development and manufacture of the chassis, as well as the management of the new team, McLaren Honda.

From 2014, new F1 regulations require the introduction of a 1.6 litre direct injection turbocharged V6 engine with energy recovery systems. The opportunity to further develop these powertrain technologies through the challenge of racing is central to Honda's decision to participate in F1. Throughout its history, Honda has passionately pursued improvements in the efficiency of the internal combustion engine and in more recent years, the development of pioneering energy management technologies such as hybrid systems. Participation in Formula 1 under these new regulations will encourage even further technological progress in both these areas. Furthermore, a new generation of Honda engineers can learn the challenges and the thrills of operating at the pinnacle of motorsport.

Commenting on this exciting development, Takanobu Ito, president and CEO of Honda Motor Co., Ltd. said:
"Ever since its establishment, Honda has been a company which grows by taking on challenges in racing. Honda has a long history of advancing our technologies and nurturing our people by participating in the world's most prestigious automobile racing series. The new F1 regulations with their significant environmental focus will inspire even greater development of our own advanced technologies and this is central to our participation in F1. We have the greatest respect for the FIA's decision to introduce these new regulations that are both highly challenging but also attractive to manufacturers that pursue environmental technologies and to Formula One Group, which has developed F1 into a high value, top car racing category supported by enthusiastic fans. We would like to express our sincere gratitude to Mr. Jean Todt, the President of FIA and to Mr. Bernie Ecclestone, the CEO of Formula One Group who showed great understanding and cooperation to help realize our participation in F1 racing. The corporate slogan of Honda is "The Power of Dreams". This slogan represents our strong desire to pursue and realize our dreams together with our customers and fans. Together with McLaren, one of the most distinguished F1 constructors, Honda will mark a new beginning in our challenges in F1."

Also, Martin Whitmarsh, CEO of McLaren Group Limited said:
"The names of McLaren and Honda are synonymous with success in Formula One, and, for everyone who works for both companies, the weight of our past achievements together lies heavily on our shoulders. But it's a mark of the ambition and resolve we both share that we want once again to take McLaren Honda to the very pinnacle of Formula One success. Together we have a great legacy – and we're utterly committed to maintaining it."

Jean Todt, president of FIA said:
"I am very happy to hear about Honda's important decision to return to Formula One with McLaren from 2015.The introduction of the new power train next year, in the form of a 1.6 litre, 6 cylinder engine with direct injection and energy recovery, is a very exciting challenge and demonstrates a vision for the future of the sport. I am sure that Honda will become a strong contender in the years to come. "

Bernie Ecclestone, CEO of Formula One Group said:
"It is a great pleasure to see Honda back in Formula One. Their engine technology and passion for motor sports make them a natural Formula One contender."

History of Honda Participation in F1 Racing:
1964-1968: Participated as an "all Honda" team including both the engine and chassis
1983-1992: Participated as an engine supplier (Won both the driver's and constructors' championship titles for four consecutive years from 1988 through 1991)
2000-2005: Participated as an engine supplier and joint developer of the chassis
2006-2008: Participated as an "all Honda" team including both the engine and chassis


Happy days!  :excited:

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Geral / Novo record de preço para um carro Japonês: $1.16m
« em: 14 de Maio de 2013, 17:13 »
Um Toyota 2000GT foi vendido pela RM Auctions por $1.16 milhões: http://www.rmauctions.com/lots/lot.cfm?lot_id=1058397

É uma boa notícia no sentido em que mostra que os carros Japoneses são cada vez mais reconhecidos a nível mundial. :clap:

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Geral / Quanto custa afinal um restauro?
« em: 24 de Fevereiro de 2013, 19:13 »
Surgiu esta conversa do tópico do restauro do SSS que o Umtali está a fazer mas penso que é um assunto com "pano para mangas" que é por isso melhor discutido separadamente. Pronunciem-se por favor os entendidos.  :thumbsup

Faço quote ao que já foi dito só para dar o arranque:

PS: isso meia duzia de remendos e uma pintura, é coisinha para ficar em quanto?  :assobio :shhh:

Este "restauro" (acho que lhe posso chamar isso) indo ao pormenor porque é isso que o "Cliente" quer, não fazendo trabalho na mecânica (apenas colocar autoblocante e trabalhar um pouco as aberturas da cabeça) não deve passar os 4 digitos.
Mas isto sou eu a falar e´sei que o "Já agora" pode ser fatal para os "digitos"...

O Umtali que se pronuncie ou então manda PM para receberes orçamento :lol

 
André, nunca é uma pintura!
São geralmente 3.
Os remendos (que são poucos) é coisa para 500 Euros, mas as 3 pinturas para mais de 3000 (a 1000 cada uma).
E perguntas: mas, são 3 carros?!?

Não, é 1! Mas, é preciso pintar por fora, pintar por dentro (baía do motor incluída) e pintar por baixo.
E cada fase tem mais ou menos todos os procedimentos de aparelhar, betumar, lixar isolar, pintar, envernizar.

Já vou em 3 e meio, o resto do trabalho de desmontar, recondicionar peças de mecânica, zincar e cromar e montar vai parar a mais 6, o que fica pelos 9 e meio. Já agora, estes 6 são mais ou menos estáveis. Os 3 e meio é que são para uma base excelente; se for má, passa facilmente dos 10  ::)

Esclarecido?

P.S. para que conste não faço ideia do orçamento /estimativa que o João tem para este projecto...  :-X

Ainda estou à espera dos orçamentos para este restauro pois cada caso é um caso e muitas vezes querem a chapa à vista para não haver surpresas ...  :redface

Quanto ao restauro em si e como disse o Santos Silva, um restauro ao pomenor com tratamento de podres, pintura, substituição de todos os componentes de desgaste, tratamento dos interiores e apenas com o "embelezamento" do motor, não deve ultrapassar os 4 digitos ...  :assobio

E um post antigo do Kaizen:

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Deve-se considerar que cada carro tem características próprias que condicionam os valores de restauro. Seja pela disponibilidade de peças, marca do carro, número de peças a cromar etc.

Os valores aqui disponibilizados têm por referência um nível de restauro bom/muito bom. Valores abaixo e acima pertencem a outras categorias, respectivamente arranjos e estado de concurso.

Mecânica

Linha de escape = 200€~300€
Amortecedores = 150€ (4)
Tubos de travão = 50€
Discos e pastilhas = 70€
Rolamentos = 100€ (4, originais)
Ponteiras, pendurais = 200€ base Datsun 120Y
Jogo completo de casquilhos = 550€ (com base em Celica TA22)
Jogo juntas - 75€ base 3K e 180€ base 2T-G
Pistões com segmentos - 250~300€ base KE20/25
Trabalho do mecânico - 300~450€ dependendo do tamanho e configuração do motor
Rectificação do bloco e cambota - 300€

Carroçaria

Reparação de chapa = 1.000€ a 3.000€
Pintura = 1300€
Decapagem a jacto de areia = 250~350€
Metalização = 250~350€
Reparação de jantes - 25 X 5 = 125€
Pneus = 120€ (155/80R13)
Conjunto de borrachas e raspadores = 650€ (com base em Datsun 120Y 2p)
Zincagem de parafusos e peças = 75€
Cromagem de pára-choques e frisos = 500€ (com base em Celica TA22)
Serviço completo de estofador = 500€
Emblemas = 150€ (jogo completo)

Material eléctrico

Ópticas = 20€ (cada, originais Koito p/ Corolla 1200)
Farolins = 150€
Piscas laterais = 45€
Piscas frente = 45€


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Geral / Preços dos carros antigos à época
« em: 19 de Outubro de 2012, 17:40 »
Aqui ficam uns preços da década de 70 (não sei precisar o ano). Tenho mais alguns que depois posso partilhar. Se tiverem mais serão bem vindos.

Factos que achei curiosos:

- A diversidade de modelos e versões era bem menor (óbvio).

- O preço do Datsun 100A 4p era igual ao do 120Y 4p? Não é estranho?

- O Corolla era muito caro em comparação com o Mazda 818 e os Datsun.

- Em especial para o Rui Coelho, as prestações do Civic.  :lol ;)

Que outras curiosidades encontram? Alguém era vivo na época e pode explicar como era o mercado na altura?








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Área Técnica / Decapagem química por imersão
« em: 02 de Outubro de 2012, 13:53 »
Olá,

Uma revista inglesa que comprei (Practical Classics) contém publicidade a várias empresas que se dedicam a decapagem e zincagem de carroçarias por imersão, referindo vantagens várias em relação a métodos mais tradicionais.

Alguém tem conhecimento de casas a oferecer este serviço em Portugal?

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Área Técnica / Remover clips
« em: 10 de Junho de 2012, 20:30 »
Alguém tem alguma técnica para remover o tipo de clip da figura quando não se tem acesso à parte de trás?

Obrigado!


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Geral / Fotos da internet
« em: 01 de Abril de 2012, 18:51 »
Um tópico para tudo o que de interessante vamos encontrando por essa internet fora.

Para já aqui fica uma imagem do porto de Yokohama em 1975:




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It turns out the rumors were true: Nissan CEO Carlos Ghosn has officially announced the resurrection of the company's storied Datsun nameplate. The company will use the brand to strengthen its foothold in emerging markets from Indonesia to India and Russia, offering buyers inexpensive, fuel-efficient vehicles with loads of content ride out of the box. Last year, Nissan sold 60,000 units in the quickly growing Indonesian market, and the company aims to see that number swell to 250,000 units by 2014. That may seem ambitious, but total industry volume is set to balloon to nearly double its current size 890,000 units per year by 2017 according to analysts.

Datsun now marks the third brand in the Nissan stable alongside Infiniti. The automaker retired the Datsun nameplate in 1981 after reestablishing itself in the States as Nissan. With a new focus on low cost, small-displacement hardware geared toward emerging markets, we sadly don't expect to see the Datsun name reemerging on our shores any time soon. Hit the jump for the brief press release.

http://www.autoblog.com/2012/03/20/nissan-confirms-return-of-datsun/

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Área Técnica / Tambores a prender
« em: 10 de Janeiro de 2012, 23:49 »
Olá, alguém sabe se é normal um tambor de travão prender ligeiramente quando se tenta rodá-lo à mão, sem roda instalada? O meu mecânico disse que é normal mas eu fiquei com a sensação de estar a ser enganado/despachado.  ::)

Obrigado!

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1. Introdução

A relação entre as rodas e a carroçaria condiciona sobremaneira o aspecto de um automóvel. A isto vamos chamar postura ou stance. Com a postura certa um carro banal pode subitamente tornar-se muito apelativo. O oposto também pode acontecer, com o carro mais bonito a ficar completamente estragado com uma postura mal pensada.

Comecemos com um carro original. Neste caso a postura é bastante agradável: as rodas ficam um pouco metidas para dentro mas não demasiado e a altura é bastante mas não exagerada. Podemos manter o carro assim e ficarmos muito satisfeitos mas há espaço para melhorias. Notar ainda que há modelos que vêm com uma postura pior e outros com uma melhor, normalmente devido ao grau de desportividade do modelo. Por exemplo, será quase impossível melhorar a postura de um Lexus LF-A. Já um Corolla KE70 por exemplo, dá para melhorar 1000%.



Este tem muito por onde melhorar:




2. Os factores que influenciam a postura

A postura é influenciada por vários factores, nomeadamente a altura da carroçaria, as especificações das jantes e pneus e o camber das rodas.

a) Altura da carroçaria

Um carro mais baixo é mais bonito do que um carro alto. As marcas sabem bem disto pois quando apresentam um protótipo num salão ele é sempre baixinho, para grande desilusão do público quando o jipe que é a versão final é apresentada... E isto acontece porque todos os carros são desenhados como um compromisso. A altura da carroçaria não é excepção, sendo de origem bastante alta para poder suportar pesos elevados, estradas em mau estado, ter curso de suspensão suficiente para poder ser mole e confortável, etc...

Num carro clássico/desportivo que não vai andar em caminhos de cabras e em que a performance toma prioridade em relação ao conforto, rebaixar a carroçaria, quando bem feito, traz vantagens estéticas e de comportamento. Ao rebaixar um carro o curso da suspensão ficará reduzido, portanto para o carro poder suportar as mesmas cargas a suspensão tem de ser mais dura. O rebaixamento deve ser feito com recurso a material apropriado de marcas reputadas (Koni, Eibach, Ohlins e KW são alguns nomes de referência) e nunca deverá ser exagerado, sob pena de o comportamento ficar pior e não melhor que o original. Cortar ou retemperar molas são processos a evitar.

Por exemplo o Civic da foto acima tem 15 cm de altura ao solo. Para um carro com intenções de alta performance, algo como 12 cm proporciona um aspecto mais agressivo e agradável. Sei que um Datsun 100A por exemplo é um verdadeiro jipe com 20 cm de altura ao solo!

b) Especificação dos pneus

Há quem use pneus mais pequenos que os originais para reduzir artificialmente a altura ao solo. Não recomendo este procedimento pois as rodas pequenas vão ficar perdidas no meio das cavas e precisar de um rebaixamento muito mais agressivo para não terem um aspecto ridículo. Para além disso, o conforto e o comportamento ficam afectados, para já não falar nas relações de caixa e erro do velocímetro.

Recomendo que os pneus sejam da medida original ou de diâmetro equivalente pois eles são desenhados para encaixar bem nas cavas do veículo.


c) Especificação das jantes

Para os propósitos da postura as jantes são definidas por 3 dimensões:

1. o diâmetro, medido em polegadas
2. a largura, medida em polegadas
3. o offset, medido em mm

O diâmetro e a largura são do conhecimento geral mas o offset por vezes não.



Vamos usar este diagrama para nos ajudar a perceber. Na figura C é a linha central da jante, M é a superfície de montagem que encosta ao cubo e ET é o offset. Como podemos ver o offset é a distância, em mm, entre a superfície de montagem e a linha central da jante. Um offset positivo significa que a superfície de montagem fica mais perto da face exterior da jante do que da face interior. Um offset negativo significa o oposto.

Portanto, entre duas jantes com a mesma largura, a que tiver o offset mais baixo será a que ficará mais saída.

A notar ainda que há quem use espaçadores entre o cubo e a jante para artificialmente reduzir o offset efectivo da jante. Este é um método de recurso que deve ser evitado sempre que possível.

Antigamente as jantes com offsets baixos eram populares. Hoje em dia, as jantes de offset alto são mais populares, pois têm vantagens a nível dinâmico, nomeadamente largura de vias, menos bump steer, etc...

Para maximizar a qualidade do comportamento dinâmico devemos manter o offset o mais perto possível do original, jogando preferencialmente com a largura da jante. Usar um offset errado compromete a geometria da suspensão desenhada pelo fabricante!

Com base nas 3 dimensões da jante podemos facilmente calcular quanto espaço elas ocupam, espaço esse que é medido relativamente ao cubo onde apertam. Ao espaço ocupado para fora chama-se poke e ao ocupado para dentro inset. Estes são calculados da seguinte forma:

Poke (mm) = (largura da jante *25.4)/2 - offset
Inset (mm) = (largura da jante *25.4)/2 + offset

Com base nisto podemos facilmente calcular quão mais saídas vão ficar umas determinadas jantes em relação às que equipam o carro originalmente e perceber se vão raspar em algum lado ou não.

Nunca comprem umas jantes sem saberem as suas especificações, fazerem as contas e pensarem muito bem se as mesmas vão ficar bem ou não (demasiado para dentro, demasiado para fora, raspar, etc).

De notar ainda a relação entre a largura da jante e a largura do pneu. Cada pneu tem um intervalo de larguras de jantes onde a sua montagem é aprovada. Esta informação é disponibilizada pelo fabricante. Por exemplo, um pneu Toyo R888 195/50 R15 pode ser montado em jantes de 5.5 a 7 polegadas de largura. Tenham então isto em atenção, não comprando jantes demasiado estreitas nem demasiado largas para os pneus que pretendem usar.

Mais uma nota, a largura de secção de um pneu é medida numa determinada jante. Por exemplo, os Toyo anteriormente mencionados têm uma secção de 195 mm quando montados em jantes de 6". Se os montarmos em jantes mais largas que isso o pneu ficará efectivamente mais largo, e o oposto acontence quando os montamos em jantes mais estreitas. Segundo o tire rack, a taxa de mudança da largura do pneu com a largura da jante é de cerca de 5 mm por cada meia polegada a mais ou a menos relativamente à medida de referência.

Portanto, para optimizar a performance do pneu queremos as jantes o mais largas possível dentro das especificações do fabricante. Para conforto, jantes mais estreitas têm vantagem.

Aqui um exemplo de dois Toyo R888 195/50 R15 montados nas jantes dos extremos da sua especificação: 5.5 e 7 polegadas. Acho que não é preciso dizer qual é qual...



d) Camber das rodas

O camber refere-se ao ângulo que as rodas fazem com a estrada quando vistas de frente para o piso do pneu e mede-se tipicamente em graus. Se forem perfeitamente verticais o camber é zero, se ficarem com o topo metido para dentro da carroçaria o camber é negativo. Se ficarem com o topo para fora o camber é positivo.



O camber negativo traz vantagens em curva, por isso as suspensões são normalmente desenhadas para quanto mais comprimidas são, mais o camber negativo aumentar. Num sistema de duplos triângulos, por exemplo, isto é conseguido usando um triângulo superior mais pequeno que o triângulo inferior.

A maioria dos carros apresentam, quando parados um camber de zero ou ligeiramente negativo. Quando se rebaixa um veículo, parte do curso da geometria vai ser perdido, portanto mesmo com o carro parado, o camber será bastante mais negativo. Quanto maior o rebaixamento maior este efeito.

De forma genérica (cada modelo terá os seus valores), se após rebaixamento o camber estiver no intervalo [0, -2] graus, tudo bem. Ganhar um pouco de camber é benéfico para quem quer curvar mais depressa com o carro. Se estiver para além dos -2 graus podemos começar a ter problemas com desgaste irregular dos pneus e travagem deficiente devido à menor superfície de contacto com a estrada.

Para além disso, as rodas vão ficar mais metidas para dentro do que quando o carro tinha a altura de origem. Ou seja, umas jantes que têm bom aspecto num carro com a altura original, podem ficar mal quando o carro é rebaixado!

O desvio causado pelo camber no topo da roda pode ser calculado da seguinte forma:

Desvio devido a camber (mm) = (diâmetro do pneu /2) * seno(camber)

Usando esta fórmula, um carro com pneus 195/55 R15 fica com o topo da roda 5 mm mais para dentro por cada grau extra de camber negativo face à especificação original.

Há carros que vêm de fábrica com capacidade para regular o camber (e.g. S2000, MX-5) e outros que precisam da instalação de braços reguláveis aftermarket para tal (e.g. Civic).

3. A importância de uma visão integrada

Como vimos a postura é influenciada por vários factores que por sua vez se influenciam mutuamente. Para atingir um bom resultado é muito importante termos uma visão integrada do assunto e percebermos bem a interacção entre os vários parâmetros. Se considerarmos as coisas isoladamente ficamos com um carro horrível e muito pior do que o original!

Ao rebaixar um carro demasiado mantendo as jantes originais sem correcção de camber ficamos com um "sunken battleship" ou navio afundado devido ao ganho de camber negativo. Não é bonito:



Ao usar jantes demasiado largas sem olhar ao seu enquadramento nas cavas ficamos com o oposto: um andarilho. Isto é algo que vejo em bastantes clássicos em Portugal, infelizmente.



Quando temos uma aproximação inteligente ao assunto e combinamos a altura certa com o camber e as jantes/pneus certos, voilá, atingimos o "nirvana":



Portanto, resumindo:

De origem: bom
Bem preparado: óptimo
Mal preparado: péssimo

4. Procedimento recomendado

Para evitar erros e arrependimentos há que fazer as coisas na ordem certa:

1 - Rebaixar o carro para a altura desejada;
2 - Inspeccionar a geometria do carro. Se o camber estiver fora do desejado, corrigir com material apropriado.
3 - Medir a folga entre o pneu e a aba da roda e os componentes da suspensão.
4 - Com base na folga medida, escolher uma jante mais larga que traga o pneu para perto da aba sem no entanto entrar em contacto com a mesma ou qualquer outro componente.
5 - Celebrar!

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Eventos de outros clubes / 365 days of A ou, 1 ano em Ford Modelo A
« em: 03 de Maio de 2011, 21:58 »
Há um Americano que está a conduzir um Ford Modelo A de 1930 como carro único durante um ano. Isto com um Inverno extremamente rigoroso e viagens de mais de 1500 Km pelo meio...

Absolutamente divinal e inspirador! Faz-me pensar em como é bom usar um clássico frequentemente, em vez de os ter sempre na garagem.  :clap:

Sigam a aventura em: http://www.365daysofa.com

Se quiserem usar este tópico para debater esta temática da utilização dada aos clássicos acho que era excelente. Usar muito é mau devido à falta de peças, possíveis acidentes e outros. Usar pouco é mau porque não tiramos deles partido e parados até se estragam em determinados pontos. É um "pau de dois bicos"...

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Aconteceu com a Toyota e está a acontecer com a Honda. Não há muitos anos não faltavam Honda apimentados para comprar, actualmente nem por isso e agora o último verdadeiro Type R vai levar com o machado.

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After only three years of production (in its current form), the Japanese market Honda Civic Type R will take its final bow at the end of August. Here in America, we've always lusted after Honda's Type R products (though we've always been very pleased with our own market's Civic Si), but we can't help but feel saddened by the loss of a true performance icon.

What's to love, you ask? For starters, the Civic Type R is fitted with a naturally aspirated 2.0-liter four-cylinder engine, able to produce around 225 horsepower at a screaming 8,000 rpm, and when you consider that the whole package weighs less than 2,800 pounds, it's makes for a relatively quick Civic. Couple that mill to one of the best six-speed manual gearboxes on the planet and you've got a recipe for success. What's more, Civic Type Rs are fitted with 18-inch wheels on Bridgestone Potenza performance tires and four-piston Brembo brakes – the equipment you need for a serious track day pocket rocket.

There's no word if another Civic Type R is in the works, especially with Honda's larger focus on hybrid cars taking up most of the research and development money. Still, we are indeed mourning the loss of this mean machine and are hugging our Civic Sis here in the U.S. for comfort. Hit the jump for Honda's official press release.

http://www.autoblog.com/2010/04/19/honda-confirms-end-of-four-door-civic-type-r-production/

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Área Técnica / Como restaurar protecção dos colectores de escape?
« em: 01 de Janeiro de 2010, 21:36 »
Viva, estou a tentar recuperar esta peça, que nem sei se é em alumínio ou em aço. Sei que é muito leve.

Tentei aplicar 1Z Metal & Crome Polish com um esfregão verde de cozinha e não resultou muito bem. Parece-me que ficou pior!

Deixo uma foto do antes e outra do depois.

Estou agora a pensar deixar marinar em Coca-Cola. Qualquer sugestão é bem vinda.

Muito obrigado!

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