A gasolina e os JA's

Iniciado por nunoturbo, 09 de Março de 2004, 16:42

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mx5lover

ROGER MORGAN,
O preview não te resolve isso?

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lcoelho

No meu 1200 prefiro usar a aditivada por uma razão: Em Novembro do ano passado a minha cabeça queimou e quando a retirei reparei que os pistons e cam. combustão estavam com tanto carvão que parecia um motor 2 tempos. Atribuo isto ao facto de ter usado 95 s/chumbo e ter posto eu o aditivo, tendo em conta que quando retirei a cabeça o motor tinha 15.000 km depois de uma reparação completa, acho muito carvão. A mistura nem sempre é fácil de fazer e a qualidade dos aditivos vendidos é dúvidosa. Por outro lado, o meu mecânico, na Entreposto há mais de 30 anos, diz-me que conhece muita gente que usa apenas 95 s/chumbo. Isto pq as sedes do 1200 são tão duras que o desgaste é minimo. Conta mesmo que há torneiros que se recusam a mexer nas cabeças do 1200 pq invariávelmente vai um ferro de corte para o lixo, só por causa das sedes. Eu como sou excessivamente cuidadoso com o meu Datsun prefiro ter o motor um bocadinho menos limpo mas protegido em excesso.
Relativamente ao nº de octanas, se eles dizem que o mínimo é 91, então não há necessidade de usar mais. Em motores como estes, a única diferença que se poderá sentir será em carga, por exemplo, numa subida ingreme em 4ª a baixa rotação. O motor talvez fique um pouco mais suave, mas nada de especial. Quanto a potência, não há milagres. É quase como montar umas colunas de 200 W num amplificador de 10 W...


mindprobe

Eu uso gasolina sem chumbo porque a informação que recolhi foi a seguinte:

desde inicio da decada de 70 que todos os motores japoneses são produzidos para usar gasolina s/chumbo por causa da legislação japonesa/americana, e não tenho infoamação de terem produzido cabeças dos motores diferentes para o mercado europeu

Os testes conduzidos às gasolinas aditivadas pelas gasolineiras não são conclusivos, um pouco à imagem dos telemoveis e das linhas de alta tensão

Portanto enquanto eu não vir alguma coisa que me prove que os meus motores não podem usar gasolina s/chumbo, é essa que eu vou usar, os 2 mecanicos com quem falei acerca do assunto disseram-me que podia usar s/chumbo até porque nunca encontraram nenhum motor (datsun A12) com mazelas provocadas por uso de gasolina s/chumbo

Claro que os motores dos carros Europeus não aguentavam as gasolinas s/chumbo porque não havia essa necessidade

Se de alguma forma estiver a cometer uma asneira espero que me informem com dados concretos, pois não custa nada usar outro tipo de gasolina

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mindprobe

O site da AIP - Australian Institute of Petroleum (Representante daessa Industria na Australia)

tem uma lista de veiculos pre-1986 que podem usar gasolina s/chumbo

http://www.aip.com.au/health/lead_guide.htm#NissanDatsun" target="top">www.aip.com.au/health/lead_guide.htm#NissanDatsun


 

KAMIKAZE http://www.puppetshow.com/images/index_dayzero_plane.jpg" style="border:0;"/> MINDPROBE


Kaizen

Quote:
Mais vale...


  Sim, mais vale não comentar.

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Rui Coelho
Associado AJA Nº1

mindprobe

Acho que esta é uma discussão sem fim, as informações são demasiado contraditorias, quem quiser têr a certeza que entre em contacto com a marca, e quando digo a marca, digo directamente com o Japão

KAMIKAZE http://www.puppetshow.com/images/index_dayzero_plane.jpg" style="border:0;"/> MINDPROBE


Kaizen

Do Japão veio a resposta: Unleaded 98 octanes only. Para o Celica.

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Rui Coelho
Associado AJA Nº1

lcoelho

Tou tentado a seguir aquilo que fazes Mindprobe, mas já agora diz-me quantos quilómetros já fizeste com gasolina s/chumbo ?
Já agora mais uma acha prá fogueira: Sabiam que a quase totalidade das gasolinas vendidas em Portugal são produzidas nas nossas refinerias de Matosinhos e Sines ? Ou seja, salvo raras excepções, são todas "Galp", independentemente de ser vendidas em postos BP, Shell, Repsol ou outras. Assim sendo tanto faz ir abastecer a uma ou outra, tirando o factor preço ou localização. Quanto às difernças sentidas, são mais psicológicas do que reais.
Mais pra mais com as misturas (gasóleo, 98, 95, etc) que se fazem - erros cometidos pelos transportadores, vulgarmente apelidados de "caldeiradas" - parece-me irrelevante que as pequenas perecentagens de aditivos anunciados façam algum serviço.


mindprobe

Os kms que fiz não dão para chegar a grandes conclusões, não tive nenhum problema mas tambem só foram pouco mais de 500, mas sei que o dono anterior usava gasolina s/chumbo nos ultimos tempos e o carro tem quase 100000 kms

quando fui com uns amigos buscar um ke20 fase 1 ao Porto o mecanico amigo do Rviper e do Nunoturbo disse para usarmos s/chumbo 95

mas só mesmo usando s/chumbo durante uns milhares de kms e depois verificar o estado da cabeça é que se pode chegar a alguma conclusão.

Por isso é que se alguem estiver com preocupações destas o melhor é seguir o exemplo do Rui, contactem o Japão, que eles é que sabem


figueiredo

depois de ontem ter tentado esclareçer alguma coisa ,li que ainda existe mal entendidos e alguma falta de informação.acerca do post atraz (motor aberto,pistons sujos e parecidos com motores 2tempos),isso e altamente normal pois tambem ja abri o meu motor do 120y e a cabeça dos pistons tinha uma expecie de pedra pois estava de tal maneira incrustada que só saiu depois de estar de molho em diluente celuloso algumas horas.isto e normal depois de milhares de km,s e bilioes de explosões.depois de rectificado e montado passou somente a gastar 95 s/chumbo e agora depois de mais de 40.000km,s esta igual sem qualquer diferença quer no consumo,barulho ou fumo.
claro que em outros modelos deve ser sempre verificado se efectivamente pode usar sem chumbo.
vejam bem porque qualquer dia vai acabar a gasolina aditivada e depois tem de ser voces a comprar o adtivo e adicionar cada vez que se enche o tanque.o meu só gasta sem chumbo e vai continuar ate ao fim .http://www.deephousepage.com/smilies/thumb.gif ALT=":[fixe]">  


Woody PT

lcoelho, nessa área já posso mandar o meu bitaite, pois após quatro anos a trabalhar na sala de controlo da Cepsa em Matosinhos aprendi alguma coisinha:

A maior parte dos combustíveis é realmente destilada na Petrogal, mas cada marca impõe os seus processos e critérios de qualidade (neste caso apenas tenho conhecimento da Shell a fazer isso.

Os aditivos são colocados á saída da refinaria, antes de entrar para o camião.
No caso da Shell, toda a frota contratada só pode transportar combustíveis Shell. Mesmo que o frotista alugue carros a outras gasolineiras, um carro da Shell nunca pode ser apanhado com outro combustível (acontece muito para desenrascar) sob pena de perder o contrato e pagar indemnizações elevadas.

A BP é um caso áparte.
Pela Cepsa nunca obtive informações, mas certa vez encontrei um colega de liceu que era justamente motorista da BP.
Uma situação que me contou foi justamente ter passado uma semana constantemente a trazer combustível de Sines para os depositos daqui.
Isto porque devido ao mau tempo não era possível aos barcos-tanque atracarem no terminal de Leixões (pertença da Petrogal, por isso passa tudo por ela).
Garantiu-me que os combustíveis BP chegam sempre de barco e apenas são cá armazenados. Os asfaltos é que são comprados cá (a Cepsa já compra os combustíveis á Petrogal mas só usa asfaltos vindos de tenerife por barco que descarrega no terminal da Petrogal.


A prova disto é a complexa rede de pipelines que mina Matosinhos inteiro.



Quanto a ir abastecer a um posto ou a outro, também é relativo:
Um posto pode ostentar uma bandeira mas ser privado.
Ou seja, compra o combustível a quem fizer o melhor preço na altura.
Aqueles cujos tanques são geridos pela gasolineira já seguem outras regras.
No caso das "caldeiradas" (é mesmo essa a expressão usada, mas não são tão frequentes assim), cada gasolineira tem o seu procedimento.
Se a mistura for muito pequena (o motorista detectou a tempo) e/ou se for entre produtos compatíveis, normalmente o que se faz é encher o resto do tanque para aumentar a diluição.

Se for maior ou entre gasolinas e gasoleos, normalmente é chamada uma cisterna com bomba para esvaziar o tanque e outro carro vai encher.
Isso dá um transtorno brutal (eu que o diga), mas é sempre feito.
O resultado da caldeirada, no caso da Cepsa, era despejado num tanque adequado e utilizado no fabrico de Thin Fuel Oil (Fuel diluido com gasoleo, neste caso com o que calhasse). Este Fuel por norma era gasto em consumo interno, na alimentação das caldeiras de aquecimento dos tanques de asfalto e de Fuel.



De maneira que podem realmente existir muitas diferenças entre marcas e até na mesma bandeira.



Um conselho que posso dar é: Nunca absteçam quando virem o camião a abastecer o posto (até é contra os regulamentos) ou quando saibam que foi abastecido recentemente.
Os tanques ganham lamas que são levantadas na altura do abastecimento e tarda a pousar novamente.


ROGER MORGAN

Só mais uns comentários

1. Se alguma vez tivessem visto o resultado, mesmo que fosse fotograficamente, os efeitos da utilização de gasolinas sem chumbo em motores preparados para gasolina com chumbo, talvez fossem mais previdentes como eu.

2. O motor do meu SUBARU vem na lista do site acima referido, mas continuo na minha ou seja, enquando estiver disponível a aditivada será essa a minha escolha.

3. Quantos menos meterem aditivada, menos mercado ou seja desaparecimento dessa opção, com reflexos graves nos carros antigos.

4. Em último lugar para referir que as especificações dos carros apesar do modelo ser o mesmo, difere de mercado para mercado e até da série de produção dentro do mesmo ano. Tive graves problemas em projectos em África, derivados de compra de peças para os carros afectos aos projectos, mesmo quando se mencionam os dados do livrete chegarem  peças com configurações diferentes. A minha experiência neste âmbito recai sobre os Toyotas, os Peugeot e menos na Renault (por ter sido uma marca residual).

Então porque arriscar? Se arriscarem pelo menos controlem amiude a folga das válvulas, é a recomendação que posso fazer.

Old & Classic Car Fan

Edited by: http://pub75.ezboard.com/bamigosdosjaponesesantigos.showUserPublicProfile?gid=rogermorgan>ROGER MORGAN  http://stonevalley.no.sapo.pt/car_running_md_wht.gif" BORDER=0> at: 11/3/04 7:45

lcoelho

Viva !

O tal carvão que falei não me parece tão altamente normal, tendo em conta a "juventude" do motor. Claro que não consigo dizer com toda a certeza que é apenas do aditivo. O que posso dizer é que tendo em conta a experiência que tenho, nunca vi nada assim. Quando anteriormente abri o motor (tinha 290.000 km) estava com uma fina película de carvão, tal como costumo ver em qualquer motor (com poucos ou muitos km, condução mista e sem grandes consumos de óleo). Após a reparação passei a por eu o aditivo cada vez que atestava, passados cerca de 20.000 km tive de substituir a junta da cabeça e aí vi aquilo que já descrevi. Tendo em conta que o aditivo é em última análise um lubrificante, cuja queima provoca efeitos semelhantes aos lubrificantes 2T (apesar da proporção usada ser bastante inferior), parece-me coerente dizer que a causa é de facto esta.
Dois pontos que penso não ter conseguido esclarecer devidamente:
- O tipo de sujidade que encontrei no motor não é uma raridade, mas dadas as condições (com poucos km, condução mista e sem grandes consumos de óleo) não deve ser tomado como regra;
- A existência de carvão deve-se ao aditivo, sendo natural e aceitável. As grandes acumulações de carvão devem-se ao uso de proporções exageradas de aditivo, normais dada a dificuldade em obter uma percentagem precisa de aditivo. não se esqueçam que, por exemplo, ao abastecer 10 litros de combustível uma imprecisão de 1/2 cl de aditivo faz concerteza a diferença tendo em conta as baixas percentagens aconselhadas. Resumindo, na minha opinião, acho que usar gasolina aditivada será aconselhável face ao uso de gasolina s/chumbo com adição pessoal de aditivo.

Apesar de tudo estou tentado a usar gasolina sem chumbo.

Um abraço.
 


lcoelho

Olá !

Relativamente às gasolinas em si, não sei se será o local adequado para continuar esta discussão portanto peço desde já desculpa por qualquer incorrecção. No entanto penso que será útil relatar experiências pessoais para aumentar os nossos conhecimentos em geral, principalmente se de alguma maneira afectam as nossos japoneses.

Woody, concordo em mais ou menos tudo o que dizes. Digo mais ou menos pelo seguinte:

Em tempos trabalhei numa transportadora, na qual era responsável pela manutenção da frota. Os nossos principais clientes eram a Petrogal e a Shell. Aquilo que dizes da exclusividade da Shell é um facto, só que na prática não funcionava, quando era pra desenrascar era mesmo à Portuguesa. Não me recordo com exactidão mas penso que chegámos a abastecer postos Shell com as nossas cisternas de reserva (que serviam qualquer marca) por pressão e conhecimento obvio da própria Shell.

Uma coisa posso afirmar com toda a certeza, a Shell é sem duvida a que mais controlo apertado fazia a todos os níveis da distribuição (qualidade do produto, segurança do transporte e da frota, prazos, etc) e a única a funcionar com alguma eficácia, o que neste país parece ser algo inédito.

Quanto às "caldeiradas", não digo que fossem muito frequentes mas isso também depende do que se entende por frequentes. Não será é de estranhar que dado a quantidade de vezes que acontecem, é mais ou menos provável de se estar a abastecer com uma "caldeirada". Esta imprevisibilidade deita por terra todas as preocupações em estar a abastecer com o combustível x que tem o aditivo y e faz isto e aquilo. Independentemente das precauções pós "caldeirada" que se tomem.

Reforço esta minha ideia, da inutilidade em procurar o supra-sumo das gasolinas, pois noutros tempos estive ligado a este ramo, tendo trabalhado em parques de combustível e refinarias. O estado de alguns destes tanques é tão mau que, pessoalmente não acredito na qualidade dos combustíveis distribuídos, face à publicidade feita (principalmente quando se fazem alusões a tecnologias de ponta e se estabelecem paralelos com a formula 1 e afins).

Com isto tudo não quero alarmar ninguém, nem considero que isto seja preocupante. Apenas me parece exagerada a preocupação das pessoas em escolher determinada marca ou "modelo" de combustível. Acho que faz muito mais sentido preocuparem-se com uma manutenção rigorosa, um bom controlo das pressões e estado dos pneus e um rigoroso controlo dos amortecedores.

Para terminar vou dar um exemplo: Uma das maravilhas anunciadas pelas novas gasolinas é a limpeza do sistema de alimentação (no meu ponto de vista à partida temos uma incorrecção, o combustível não limpa, apenas pode sujar menos por supostamente ser mais puro) por outro lado têm de pagar mais para fazer esta "auto-limpeza", não tenho presente os valores mas vamos supor que pagam mais 5 cent/L. Em números redondos, fazendo 15 mil km/ano a uma média de 7L/100km temos um acréscimo de 52,5 €. No concessionário que trabalho cobramos cerca de 40 € para fazer uma limpeza do corpo de injecção. Mais eficaz e mais barata que a "auto-limpeza" dos referidos combustíveis.

Um abraço.
 


nunoturbo

Por estas e por outras é que há muito boa agente a utilizar dois filtros de gasolina em simultâneo... para precaver... não vá o diabo tecê-las!!!

Old Jap's never die...'cos some clotheads keep bodgin' 'em back together...

Membro do AJA desde 2003
Sócio Fundador n.º3